segunda-feira, 9 de julho de 2018

Entrevista Marcelo Kassab


 



Marcelo Kassab é um dos ganhadores do concurso nacional Meu Primeiro Livro promovido, no primeiro semestre de 2018, pela Editora Matarazzo. O júri foi formado por Camila Giudice, Cristiane Cambria e Tatiane Matarazzo, pessoas ligadas às artes e à literatura, elas apontaram como primeiro lugar a obra Efemeridades: em versos, contos e crônicas de Kassab; a segunda colocação ficou com o livro de poemas do escritor carioca Vicente Janotti.
Efemeridades: em versos, contos e crônicas será lançado no próximo dia 4 de agosto, no Centro Histórico e Cultural Mackenzie, em São Paulo, com entrada franca, teremos ainda um Sarau Literário e lançamento de outros títulos. A capa do livro foi feita pela artista plástica Camila Giudice.
Para conhecermos um pouco mais sobre o ganhador desse concurso literário, realizamos uma entrevista que compartilhamos com você.

Editora Matarazzo: Marcelo, como foi saber que você era um dos ganhadores do concurso Meu Primeiro Livro?
Marcelo Kassab: No início foi uma surpresa, seguida de grande alegria e motivo de imenso orgulho. Resolvi enviar meus textos já no final do prazo de inscrição. Aliada à esperança, vinha a certeza de que concorreria com escritores de todo o país, o que me motivou  ainda mais a tentar descobrir em qual nível eu me encontrava. Quando iniciamos, mesmo confiantes, precisamos do feedback de pessoas competentes na área. E o prêmio, significou muito para mim, nesse quesito.

Editora Matarazzo: Como você fez a seleção dos textos para o concurso?
Marcelo Kassab: Sempre que escrevo, procuro induzir o leitor à reflexão. Por isso, abordo temas inerentes ao cotidiano e à vida. E não foi diferente quando selecionei os textos para o concurso. O verdadeiro valor da escrita é o que mexe com a cabeça e o que toca o coração. O leitor jamais deve encerrar um texto da mesma maneira com que iniciou a leitura; deve haver sempre uma transformação. As entrelinhas devem gritar em meio às palavras.

Editora Matarazzo: Você desejava lançar um livro solo?
Marcelo Kassab: Não era o pensamento de imediato. As antologias me deixavam muito feliz. Mas tudo tem um caminho e somos convidados a trilhá-lo. A opção é nossa. Senti que precisava de mais, e resolvi criar um blog. Ali já era, de certa forma, um trabalho literário solo. Mas foi o concurso promovido pela Editora Matarazzo que me despertou para essa possibilidade. De repente, o tal caminho a ser trilhado fora sinalizado.

Editora Matarazzo: Como está sendo trabalhar na edição da sua primeira obra?
Marcelo Kassab: Não imaginei que fosse tão trabalhoso e prazeroso ao mesmo tempo. Transcende o limite do razoável, tamanha é a obsessão para que tudo saia o melhor possível. Revisões, a arte, a disposição dos textos, a abordagem ao leitor, etc. Sorte minha contar com a competência da Thaís Matarazzo e da Camila Giudice. Experiência incrível!

Editora Matarazzo: Quais são as suas expectativas para o lançamento?
Marcelo Kassab: Tento ser contido com relação às expectativas. O lançamento é o primeiro passo na divulgação de um livro. Na realidade, o livro é lançado cada vez que um novo leitor sente-se interessado em desbravá-lo, comentá-lo e discuti-lo. Nesse enfoque, o ensejo é que Efemeridades: em versos, contos e crônicas, seja lançado diversas vezes, estimulando novos leitores.

Editora Matarazzo: Agora que você foi "picado pelo vírus da literatura" pretende seguir na senda literária?
Marcelo Kassab: A publicação do livro é a maior prova do sintoma dessa “doença”. No início era apenas um texto para uma antologia. Com o tempo, meu estado “agravou-se”, e comecei a produzir poesias, acrósticos, contos e crônicas para diversas antologias. Depois vieram os concursos e, por último, o livro solo. Agora, posso dizer que o tal “vírus da literatura” é de virulência extrema, transformando- me num paciente crônico e, felizmente, incurável.

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